Reclusas da penitenciária de Viana agraciadas com espectáculo músico-cultural
09 de Março de 2016
Na ocasião, as mais de duas centenas de reclusas que ali se encontram, bem como funcionárias, vibraram ao som de algumas músicas da referida cantora, com destaque para Deus te fez mulher.

Além da sessão cultural, Pérola aproveitou o momento para doar produtos de higiene pessoal às reclusas, gesto que mereceu o agradecimento das beneficiárias.

Em declarações à imprensa, a propósito da iniciativa, em colaboração com a direcção dos Serviços Prisionais, Pérola manifestou a sua solidariedade com as detentas e disse que sendo Março Mulher, a ideia foi manifestar amor e carinho àquelas mulheres angolanas.

“Não obstante estarem privadas de liberdade, elas não deixam de ser mulheres e merecem o nosso carinho especial”, referiu.

Salientou que o facto de estar na penitenciária e actuar para as reclusas serve, até certo ponto, para incentivá-las a continuar a sonhar e se aperceberem que não estão sozinhas, pois a sociedade conta com elas.

Por sua vez, a directora do Estabelecimento Prisional Feminino de Viana, Filomena Capito, agradeceu o gesto, considerando a iniciativa de grande significado, pelo facto das pessoas se recordarem dessas mulheres privadas de liberdade e das pessoas que com elas trabalham.

Explicou que o dia-a-dia com as reclusas não tem sido fácil, mas, como psicóloga, garantiu que fazem um trabalho reeducativo e de readaptação com muita dedicação, insistência, disciplina e amor, que tem sido reconhecido principalmente por essas mulheres privadas de liberdade.

Enfatizou que a mulher quando está privada de liberdade precisa de bastante diálogo, sendo necessário recordá-la que ela está privada da sua liberdade apenas temporariamente, até ela poder compreender a sua real situação.

Adiantou que a recuperação das reclusas, sobretudo das condenadas, tem sido feita com o seu enquadramento em trabalhos socialmente úteis e colocando aos dispor delas várias actividades, como a escolarização, costura, pastelaria, informática e produção em unidades fabris.

De igual modo, o trabalho religioso desenvolvido em colaboração com várias igrejas também tem sido muito proveitoso, asseverou.

“É preciso trabalhar com a sociedade para saberem que essas pessoas precisam de uma oportunidade, pois, nós fizemos a nossa parte, e cabe à sociedade fazer a outra parte para a reintegração social dessas mulheres”, concluiu.

Estão neste momento naquela unidade prisional 260 reclusas, das quais 140 condenadas e 120 detidas já com processo em tribunal. A essas, acresce-se 26 filhos de detentas
que permanecem no estabelecimento até aos três anos de idade, altura em que são entregues aos parentes.

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